Artigo: Somos eternos mutantes!

Por: Miguel Brambilla – miguelbrambilla@bol.com.br

Talvez o principal conceito filosófico-religioso da humanidade seja a crença na imortalidade da alma. Consideremos que sim para reflexões.
Aceitando o princípio da consciência da existência de Deus e da imortalidade do ser, os conceitos de tempo se modificam profundamente no interior e na ação das criaturas.
Observar a vida sob o ponto de vista da eternidade é bem diferente do ponto de vista materialista ou imediatista dos acontecimentos, aonde a ânsia de vencer à qualquer preço predomina e se torna predadora de costumes éticos.
A ciência está encontrando a causa primária dos elementos que formam a realidade, além do mundo das idéias, do imponderável, da ilusão ou do sonho.
Existem comprovadas certezas da existência de dimensãoes interpenetrantes, de frequências múltiplas de som e de luz e de possibilidades de organização destas energias.
Somos seres eternos a caminho da perfeição. Perfeição moral, perfeição intelectual. Asas do espírito que não se complementam em uma só vida física, por longa que seja.
Consola acreditar que por pior que seja a situação presente, o Universo, Deus Criador de tudo, te apontará uma saída e te dirá: “Ajuda-te que o céu te ajudará”.
Uma boa dica de sucesso ou de motivação é esta. Crer na imortalidade da alma e no poder da ação ética. “Faça aos outros o que deles gostaria de receber”. Esta ação gera um movimento interior de purificação energética que leva a consciência à felicidade.
Somos eternos mutantes é bom saber. Isso vale para todas as manifestações; públicas e privadas.

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Artigo: EU Sou Por: Miguel Brambilla Jr. – Editor de O Campeão

Mundo competitivo é o que vivemos agora. A competição parece uma obrigação de sobrevivência e culpa-se quem não é forte o suficiente para competir pelo quinhão que a sociedade espera que ele conquiste.
Pais de família esperam ansiosos os índices dos dissídios, para se recuperarem da inflação que implacavelmente retorna à economia mundial e brasileira, mais uma vez vítima da crise.
Que crise? Crise econômica Mundial. Nome pomposo para agradar a bossal retórica de cassandras do apocalipse, das teorias “malthusianas de escassez” e infelicidade.
Que vida dura sofrem os que acreditam assim.
“Eu sou”, está associado ao auto-conhecimento do ser. “Penso, logo existo”, já foi dito por Descartes na idade média. Certamente em uma crise existencial, pelo desejo de saber por onde navegava seu espírito, atormentado pela turbulência do pensamento genial, constante, intermitente, angustiado como o filósofo gênio que vai além de seu tempo.
Temos isso também em nossos dias.
Quem sou então? Sou a consciência de minha família? Pais, mães, irmãos, ancestrais? Estou condenado por seus erros por quanto tempo e quais as saídas de minha vida para que possa encontrar um pouco de paz?
Este é um tema bastante interessante na busca da felicidade plena que está em busca todo o ser lúcido, homem ou mulher, que vive e respira nesta dimensão de vida. A felicidade. Então, precisamos saber quem somos, de onde viemos e para onde vamos, para que a ação seja tomada na direção certa, mesmo que ainda na imperfeição.
Eu sou fruto de minhas escolhas ao longo do tempo, ao longo das lutas pela satisfação das necessidades que tenho, lícita sou não e por isso, feliz ou não, de acordo com os critérios morais e conscienciais para a satisfação destas necessidades.
Sou fruto do livre-arbítrio que exerço desde o amadurecimento de minha consciência em direção ao infinito. Sou espírito: razão e coração; fortalecendo as duas asas da eternidade que me levarão para o progresso sem fim e para a expansão constante e permanente do ser, de acordo com os desejos e vontades que busca minha consciência e a direção que as dou.
Bom é ser. Bom é saber que somos. Bom é ter a certeza de que Deus está ao nosso lado, que o inimigo temporário, também é filho de Deus, que Jesus Cristo multiplicou pães e peixes e transformou água em vinho.
Bom é saber que o Universo é infinito e que há energia para todos. “Buscai e achareis”, “Batei e abrir-se-vos-á”, “Pedi e obtereis”. Bom saber e acreditar na bondade da vida.
Acabemos portanto com a viva mesquinharia que nos cerca e celebremos. “Não sou o dono do mundo, mas sou o filho do Dono”. Deus nos abençoe.

A violência é um vício

Por:Miguel Brambilla – Editor
Chamar a violência de vício, não é nenhuma novidade e nem tampouco uma proposta filosófica ou sociológica, trata-se de uma obviedade. Vício que se multiplica pelos setores da sociedade sem solução, fruto do desespero e da maldade de quem quer consumir e não pode e busca atalhos para isso. Fruto também de um grande e profundo sentimento de egoísmo que move o ser violento, o delinqüente, o marginal.
Acabar com a violência é uma utopia de qualquer sociedade. Há porém um grande desejo violento reprimido nos ditos cidadãos de bem. Um desejo oriundo do medo de ser a próxima vítima do mal, do seqüestro, do assalto, do assassinato. O desejo de vingar-se sanguinariamente de bandidos e criminosos. Há pouca compreensão social no desejo das classes empreendedoras ou o sentimento de represália é natural do ser humano?
Enquanto se discute vício e virtude, a sociedade cresce com manchas perigosas e violentos cinturões de miséria continuam se formando. Os bandidos em Caxias do Sul são como em todo lugar, sonhadores e aventureiros cidadãos que se perderam já na infância.
Falar em ressocialização atualmente é quase heresia. Já nem se discute a situação prisional. O processo desencadeado de segregação social desanda, não por culpa de quem detém sabedoria e riqueza, mas por mero desinteresse de muita gente boa que se omite, que lava as mãos, que compactua com a lentidão do movimento de transformação.
A necessidade social é mais rápida que a capacidade atual de resolvê-la.
O modelo prisional só piora a essência dos prisioneiros ociosos.
Por que não trabalham? Por que não são obrigados há trabalhar e produzir e pagarem a despesa que dão para os cofres do Estado e na mesma lógica, para a sociedade contribuinte.
Bandidos e ladrões devem trabalhar mesmo na cadeia para entenderem que as coisas tem um custo e que as facilidades são ilusões.
A própria discussão sobre a violência já se tornou um vício.
Medidas mais duras talvez resolvam o problema. Penas mais severas e trabalho, produtividade.
Só assim se quebrará o círculo do mal e do terror estabelecido. Quando não for um será outro o criminoso e num círculo sem fim.
Quando as cadeias se tornarem empresas, talvez a sociedade melhore.
Ladrões e corruptos de toda ordem, ricos e pobres, não tem medo de cadeia, tem medo de trabalho.
É trabalhando que se supera qualquer dor e qualquer vício. Seja na liberdade, seja na prisão.
Afora isso, resta esperar nova notícia, nova tragédia, novo terror.