Economia de Caxias do Sul cresce 8,7% em outubro

Números do desempenho foram divulgados pela CIC e CDL nesta terça-feira

Apesar do crescimento de 8,7% em outubro sobre setembro, a economia de Caxias do Sul não deve recuperar até o final do ano as perdas que vem acumulando nos últimos 12 meses. Em relação a novembro do ano passado, a queda no desempenho econômico do município é de 2,1%, enquanto no acumulado de janeiro a outubro de 2012 esse índice é negativo em 1,6%. Já o acumulado de 12 meses mostra uma queda de 1,1%. Os números do desempenho da economia foram divulgados nesta terça-feira (4) pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

 O comportamento de indústria, comércio e serviços em outubro, em relação a setembro, foi positivo. A indústria cresceu 8,6%, o comércio, 16,2% e os serviços, 4,5%. No acumulado do ano, a indústria apresentou o pior desempenho, com uma queda de 5,4%, enquanto o comércio cresceu 6,6% e os serviços, 0,5%. Nos últimos 12 meses, a indústria repete o comportamento de queda, com 4,7%, e o comércio e os serviços de alta, com 4,4% e 2,3% de crescimento, respectivamente. “2012 não foi um ano bom para a economia de Caxias”, afirmou o diretor de Economia, Finanças e Estatística da CIC Alexander Messias.

 “Apesar de ser difícil a recuperação da economia até o final do ano, espera-se um último trimestre melhor do que os trimestres anteriores, o que, em termos estatísticos, poderá levar a uma situação próxima do equilíbrio“, observou o diretor de Economia, Finanças e Estatística da CIC Mauro Corsetti. Segundo ele, o fato positivo é que a economia local está operando num elevado patamar de atividade econômica.

 No mercado de trabalho, constatou-se a geração de 43 novos postos de trabalho em Caxias do Sul no mês de outubro, fazendo com que a variação em relação a setembro fosse positiva em 0,02%. No acumulado do ano de 2012, foram 3.804 novos empregos. Nos últimos 12 meses, ou seja, de novembro de 2011 a outubro de 2012, foram 1.352 vagas a mais criadas em Caxias do Sul. Até outubro, o município totalizava 182.758 empregos formais.

 O levantamento mostra ainda que o saldo do comércio internacional caxiense em outubro cresceu 72% em outubro na comparação com setembro. Também são positivos os desempenhos no acumulado do ano (44,8%), em 12 meses (33,7%) e em relação a novembro de 2011 (52,5%). Os principais destinos das exportações de Caxias do Sul são Chile, Estados Unidos, Argentina, México, Peru, Colômbia, Países Baixos, África do Sul, Uruguai, Venezuela e China. Já as importações se originam da China, Itália, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Japão, Taiwan, Espanha, México e Índia.

 Também participaram da coletiva o presidente da CIC, Carlos Heinen, o diretor de Economia, Finanças e Estatística da CIC Carlos Zignani e a assessora de Economia e Estatística da CDL, Maria Carolina Gullo.image description

Simplás se reúne com AGDI e Grupo Setorial da Indústria Petroquímica, Produtos de Borracha e Material Plástico no RS

O Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho – Simplás participa no dia 4 de dezembro, de uma reunião com a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) e o grupo setorial da Indústria Petroquímica, Produtos de Borracha e Material Plástico no Rio Grande do Sul. 

A programação inclui pela manhã, uma palestra com o economista João Furtado, que mostrará os caminhos da competitividade para o segmento petroquímico, do plástico e da borracha no Brasil e no mundo. À tarde, o Sindicato se reúne com o Grupo Setorial para uma prestação de contas da AGDI para entidades e parceiros privados. 

Lojistas se preparam para o Natal com expectativa de crescimento

A CDL Caxias encomendou pesquisa que revela possibilidade de crescimento na ordem de 10% no comércio local. O consumidor está disposto a pagar à vista e deve comprar até cinco presentes com ticket médio de R$ 128 reais. Os presentes mais procurados são vestuário, brinquedos, calçados e cosméticos
 
A pesquisa foi encomendada pela CDL à Competitive, empresa especializada em levantamento de dados. O estudo foi realizado durante uma semana nas ruas centrais de Caxias do Sul, no período de 06 a 12 de novembro e ouviu 236 pessoas com no mínimo 18 anos de idade. Participaram cidadãos de vários grupos sociais e ampla faixa etária. O estudo mostrou o perfil deste consumidor que é formado de mulheres casadas, com filhos, idade média de 38 anos e pertencente à classe C.
Entre os participantes, 86% pretende comprar presentes de Natal. Os entrevistados revelam que pretendem adquirir em média 4,58 presentes. O valor do ticket médio natalino ficou em R$ 128,26. O consumidor pretende presentear com vestuário (51%), brinquedos (30,5%), calçados (7,5%), perfumes e maquiagem (7%). Entre os presentes almejados estão peças do vestuário (25%) e calçados (8%). O clima natalino de fé, esperança no futuro melhor e na bondade já está presente no discurso do consumidor. Ao responder qual presente gostaria de ganhar, com 8% das respostas e em terceiro lugar na preferência, surgiram respostas subjetivas como saúde, amor e felicidade.
Os equipamentos eletrônicos e de tecnologia são considerados tendência no desejo de consumo, porém, a pesquisa revelou que apenas 2% dos entrevistados pretende comprar esses produtos para o presente de Natal. Esse item está na 12ª colocação na intenção de compra, sendo que como desejo de presente ele aparece também na 12ª posição.
As formas de pagamento preferidas pelo consumidor são à vista com dinheiro (59,5%), cartão parcelado (22,5%), cartão de débito (11,5%) e crediário da loja (5,5%).
Os diferenciais que vão definir a escolha do estabelecimento e que foram apontados pelo consumidor são o preço (42%), o atendimento (38,5%) e qualidade do produto (25,5%).
O estudo realizado com 100 empresários lojistas revelou que o comerciante trabalha metas para atingir crescimento na ordem de 29% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a estimativa da CDL Caxias, o crescimento real deverá ficar em cerca de 10%.
O comerciante vem se preparando para atingir metas de crescimento, atrair o consumidor e aumentar o ticket do presente em até R$ 310 reais. Para isso o lojista está investindo em propaganda, incremento da vitrine, promoções, produtos a pronta entrega e prazo no pagamento. Entre as formas de pagamento que o lojista espera receber –  o cartão de crédito e débito está em primeiro lugar ( 36,82%), seguido da quitação à vista em dinheiro ( 30,57%).
Como o período de final de ano recebe o incremento do 13º salário, a temporada no comércio também é de recuperar o crédito e receber dívidas atrasadas. Segundo o estudo realizado, 79% dos comerciantes mantém cobrança própria e 68% usa o SPC como ferramenta de reabilitação.
Entre os empregos temporários que o comércio deverá gerar no Natal, está sendo esperada a contratação de 800 novos trabalhadores. A pesquisa mostrou que 24% dos lojistas pretendem contratar em média cinco pessoas. Os setores que mais apresentam dificuldade de contratação de mão-de-obra qualificada são: vestuário; cama, mesa e banho; farmácia, cosméticos e manipulação e restaurantes ou setor de alimentação.
 

A importância da reunião para a aprovação das contas

Dr. Sillas Battastini Neves – Advogado do escritório de advocacia ZNA
 
O Código Civil, diploma regulador das sociedades limitadas, assim como a Lei das Sociedades por Ações, reguladora das sociedades anônimas, estabeleceu que, ao menos uma vez por ano, nos quatro meses seguintes ao término do exercício social, os sócios ou acionistas deverão reunir-se para julgar as contas apresentadas pelos administradores.
A aprovação das demonstrações financeiras depende da maioria de votos dos presentes na reunião ou assembleia, se maior quórum não estiver previsto no contrato ou estatuto social, e, quando feita sem reservas pelos sócios ou acionistas, exonera de responsabilidade os membros da administração e, se houver, os do conselho fiscal, quanto aos danos causados à sociedade.
Se posteriormente for constatada a presença de vício do consentimento capaz de prejudicar a formação da vontade dos sócios, a sociedade ou seus sócios poderão anular a aprovação das contas e das demonstrações contábeis, mediante o ajuizamento de ação própria, dentro do prazo de dois anos, contados da deliberação.
Dentre nós, principalmente no que se refere às sociedades limitadas, são poucas as sociedades que se preocupam em deliberar anualmente sobre as contas dos administradores. Recente caso envolvendo um executivo de uma empresa multinacional que executou operações financeiras de risco chamou a atenção dos sócios para a importância da ressalva na aprovação de contas.
Isso porque, em referido caso, houve aprovação das contas apresentadas pelo citado executivo, sem quaisquer ressalvas. Proposta ação judicial pela companhia contra o diretor, o caso repercutiu até o último grau recursal possível para a demanda, onde os ministros do Superior Tribunal de Justiça sedimentaram a questão na singeleza de que a aprovação de contas, sem ressalvas, exonera de responsabilidade os administradores.
Ante esta situação, percebe-se que um procedimento simples, mas de grande valia, está à disposição dos sócios. A eles é garantido, por referidas leis, o acesso às demonstrações financeiras, assim como o questionamento aos administradores, ao menos com trinta dias de antecedência da realização da reunião ou assembleia, tempo no qual poderá o sócio ou acionista analisá-las parcimoniosamente, inclusive podendo contar com auxílio de profissional de sua confiança. Caso não concorde com qualquer ponto de referida documentação, mesmo após os necessários esclarecimentos a serem prestados na reunião, poderá o sócio ou acionista rejeitar as contas na sua totalidade ou mesmo aprová-las com ressalva, específica e expressa, o que gerará a não limitação da responsabilidade dos administradores, e fincará as bases para um possível questionamento judicial no prazo prescrito em lei.
Por fim, a não realização da reunião de sócios ou assembleia de acionistas para o fim de deliberar sobre as contas do exercício, no prazo legal, poderá ensejar a propositura de uma ação judicial pelos sócios ou acionistas para o ressarcimento de perdas e danos eventualmente sofridos pela omissão dos administradores e da sociedade em realizá-las, evitando, com esta omissão, o conhecimento do sócio ou acionista do estado patrimonial e financeira da sociedade.
 

Acordo técnico-comercial sela parceria entre SIMECS e Governo Cubano

Visita de dirigentes do SIMECS a Cuba também incluiu importantes contatos para o segmento metalmecânico de Caxias do Sul e região

Com a assinatura de uma Carta de Intenções com o Ministério das Indústrias Sidero-Metalmecânicas de Cuba, bem como em contatos mantidos com importantes autoridades e lideranças cubanas, além da premiação de qualidade concedida à empresa Perfilline Componentes Metálicos, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul – SIMECS concluiu de forma exitosa a sua missão aquele país no período de 02 a 09 de novembro. A assinatura do protocolo entre o governo cubano (representado pela Tecnosime, empresa comercializadora de serviços técnicos e tecnológicos) e o SIMECS, ocorreu após um importante e exclusivo encontro do presidente Getulio Fonseca e do diretor executivo Odacir Conte, com o Vice-presidente do Conselho de Ministros de Cuba, Ricardo Cabrisas Ruíz. Conforme Getulio Fonseca, o acordo firmado vai estreitar o relacionamento do segmento metalmecânico de Caxias e região com o setor industrial cubano. “Isto sem dúvida, irá fomentar o intercâmbio técnico-comercial das nossas empresas com o mercado de Cuba”, salientou. O mercado cubano está se tornando cada vez mais atrativo para a realização de negócios, especialmente envolvendo os segmentos de máquinas agrícolas, implementos rodoviários, ônibus, Construção civil, estruturas metálicas, cutelaria, entre outros. Os dirigentes do SIMECS também mantiveram importantes contatos comerciais, entre os quais, com o Ministro da Indústria Metalmecânica de Cuba, Salvador Pardo Cruz e com a Vice-ministra Adriana Barceló Permuy. Na agenda, também houve encontro com o Ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro de Cuba, Rodrigo Malmierca Diaz. Outros importantes contatos foram mantidos com o Embaixador do Brasil em Havana, José Martins Felício; com o Cônsul Cubano em São Paulo, René Forzate e com o Embaixador da Itália em Cuba, Carmine Robustelli. Os dirigentes do SIMECS participaram da Feira Internacional de Havana – FIHAV, evento que também contou com a participação das empresas Marcopolo, Agrale, Lavrale, Metalúrgica Martinazzo e Perfilline. Conforme Getulio Fonseca as empresas do SIMECS sempre tiveram participação positiva e de destaque na feira, inclusive sendo premiadas. Neste ano o destaque ficou por conta da Perfilline que recebeu Troféu e Diploma em design e qualidade de produtos. Considerada como o principal evento multissetorial de Cuba, as principais categorias de exposição na feira foram bens de consumo, máquinas, equipamentos, tecnologia, matérias-primas e serviços. Participaram cerca de 30 países (incluindo Brasil, China, Espanha, Canadá e Alemanha) representados por mais de mil expositores. Na avaliação do diretor executivo Odacir Conte, a presença do SIMECS em Cuba serviu principalmente, para divulgar as potencialidades do polo metalmecânico da serra gaúcha e a iniciativa da entidade, que visa aumentar a participação das empresas metalúrgicas de Caxias e região no mercado exportador. Odacir Conte também representou o SIMECS na visita ao Porto de Mariel e futura área industrial. Os representantes do SIMECS também integraram a Missão Governamental, Institucional e Empresarial do Rio Grande do Sul a Cuba, além de receber convite da Apex para participar da Feira em Havana.

Luz da Lua inaugura no Iguatemi Caxias

A Luz da Lua, grife de bolsas, sapatos e acessórios femininos, chega ao Iguatemi Caxias para conquistar as mulheres com uma proposta moderna e apresentando a qualidade impecável dos couros e metais. A inauguração aconteceu neste sábado, 10 de novembro. Com quase 20 anos de atuação no mercado, a Luz da Lua é reconhecida por oferecer produtos com design diferenciado e moderno, tornando o acessório uma peça única e exclusiva. No Shopping, a loja com 44m² disponibilizará todo o mix de produtos apostando nas texturas, cores, personalização e atenção aos detalhes,  características da marca, que está sempre conectada às últimas tendências para surpreender e superar as expectativas da mulher contemporânea.

Chevrolet Onix vai além das aparências e custa a partir de R$ 29.990

Teste: Novo Chevrolet Onix vai além das aparências

GM investe no compacto para ser o novo campeão de vendas da marca no Brasil


por Eduardo Rocha
Auto Press

Nos últimos 12 meses, a General Motors passou por um processo de intensa renovação de sua gama no Brasil. Começou com a chegada do Chevrolet Cruze em outubro de 2011, passou por S-10, Spin e Sonic. Enquanto isso, a fábrica da montadora em Gravataí, onde produz os compactos Celta e Prisma, encarava uma gigantesca obra. O resultado foi a ampliação da capacidade de produção em 150 mil unidade por ano – no total, passa a ser de 380 mil unidades/ano. A modernização da linha, da imagem da marca e o aumento das linhas produtivas desembocam agora no Chevrolet Onix. Na teoria, o Onix substituiu o Corsa hatch, modelo que vende cerca de 2,2 mil carros por mês. Na prática, porém, a missão do novo compacto é representar um crescimento real da participação da marca.
O novo compacto da GM tem o objetivo de atingir, nos próximos seis meses, 12 mil vendas mensais – atualmente, o modelo mais vendido da marca é o Celta, com uma média de vendas de 11,5 mil unidades por mês. Ou seja: o Onix não é a cereja do bolo. É a própria massa, com que a GM pretende encorpar sua posição no mercado brasileiro e bater as 800 mil unidades anuais. Para fazer tudo isso acontecer, a GM procurou se calçar. Criou um produto de design mais arrojado que os de seus mais recentes lançamentos, caprichou no acabamento interno, usou a mesma plataforma de Spin e Cobalt, que é moderna e tem dimensões generosas, e ainda procurou rechear o carro com vários itens de tecnologia, como o MyLink, um sistema com conexões Bluetooth, USB ou cabo PS1 para mídia e que transfere várias funções de um smartphone para o monitor touch screen de 7 polegadas no console central.

Este sistema não está disponível no modelo básico, LS, que custa “cabalísticos” R$ 29.990. Em compensação, a versão de entrada já chega com ABS, airbags frontais e direção hidráulica de série. E mesmo que estes itens de segurança passem a ser obrigatórios a partir de 2014, a inclusão deles melhora a relação custo/benefício em relação aos rivais diretos. A GM aponta como principais adversários os compactos mais recentes, como Toyota Etios e Hyundai HB20, e o líder Volkswagen Gol – que, como todo líder, é quem tem mais para perder. Como a intenção da GM é produzir o Onix em larga escala, há poucas variações nos conteúdos. A topo de linha, LTZ, chega sempre completa e custa R$ 41.990. A versão intermediária LT é a única que tem lista de opcionais – que contém apenas ar-condicionado e o sistema MyLink – e que pode receber tanto o motor 1.0 quanto o 1.4. A LT custa iniciais R$ 31.690 no 1.0 e R$ 35.290 no 1.4. O ar e o MyLink adicionam cerca de R$ 3.300 ao modelo. A pintura metálica acrescenta outros R$ 850 em qualquer versão.

Novidades sob o capô
Os propulsores 1.0 e 1.4 da GM passaram por uma boa modernização para entrar no cofre de motor do Onix. Os trabalhos mais importantes visaram a redução de atritos e de peso das peças móveis. Os pistões passam agora por um processo de polimento, que possibilitou o uso de anéis de segmento de apenas 1 milímetro de espessura. O volante do motor também emagreceu em quase 1 kg e o eixo de comando, antes sólido, agora é tubular, o que representou uma redução de 700 gramas. As bobinas passam a ser individuais, conhecidas como “crayon”. A transmissão manual de cinco velocidades, a mesma do Cobalt, também passou por alterações, para se adequar ao tamanho e peso do Onix. Isso ainda prepara o hatch para receber uma transmissão automática de seis marchas, semelhante a do Cobalt, no início de 2013.

Com as mudanças, o propulsor também foi rebatizado: deixa de ser o Econoflex e passa a se chamar SPE/4. A sigla de estilo científico significa Smart Performance Economy 4 cylinders, algo como “inteligência de desempenho e economia 4 cilindros”. Os resultados foram melhores com o uso de etanol. No 1.0, potência passou de 77 e 78 cv para 78 e 80 cv, com gasolina e etanol. No 1.4, a diferença é maior. Passou de 95 e 97 cv para 98 e 106 cv, com gasolina e etanol. Neste propulsor, o torque também teve um ganho significativo, de quase 7%, com o uso de etanol: passou de 13,0 para 13,9 kgfm. E o ponto máximo agora ocorre a 4.800 giros, 400 rpm mais abaixo do que no Econoflex.

 
Primeiras impressões
Além das aparências

Bento Gonçalves/RS
– A General Motors tem grandes ambições para o Chevrolet Onix. Exatamente por isso, tentou cobrir todos os flancos na hora de criar o compacto. Partiu de uma plataforma moderna, a chamada GSV – de “global small vehicles” ou pequenos veículos globais –, que tem rigidez 50% maior que a do Celta. Mas além da função estrutural, ela tem dimensões generosas em todos os sentidos: altura, largura e entre-eixos. A posição mais verticalizada dos ocupantes otimiza o bom entre-eixos e resulta em um habitáculo espaçoso e confortável. E ainda recebe o auxílio do correto isolamento acústico. Outra diferença importante nas versões do Onix é na vida a bordo. A começar por itens como computador de bordo, ar-condicionado e o sistema de entretenimento MyLink, só disponíveis em versões superiores.
Mas, segundo as pesquisas das montadoras, o item mais valorizado pelos consumidores brasileiros é a estética. E nesse ponto, o novo carro da Chevrolet foi um acerto. As boas medidas serviram de área de manobra para os designers da GM, que conseguiram um efeito muito interessante: o Onix parece menor do que é. Os vincos, a musculatura e as angulações da carroceria não denunciam os 3,93 metros de comprimento. O resultado é simpático e dá ao modelo um aspecto mais esportivo e jovial. Os conjuntos óticos também foram bem trabalhados. Os dianteiros, mais afilados que em outros modelos da marca, dão um ar agressivo à frente. Na traseira, as lanternas lembram as do Cruze hatch, principalmente pela área que invade a lateral do modelo.

O equilíbrio das linhas harmoniza bem com o comportamento dinâmico do modelo. A suspensão é bem ajustada e tem uma sintonia fina entre a rigidez para enfrentar as curvas com a boa capacidade de filtrar irregularidades. No asfalto, o modelo mostra um comportamento bastante neutro, sem adernar nos trechos sinuosos ou flutuar nas retas. Nesse caso, os pneus de baixa resistência à rolagem não prejudicam a dinâmica no uso “civilizado”. Já na terra, o excesso de rigidez na banda de rodagem desse tipo de pneu torna a direção muito “arisca”.

O ganho de potência e torque é bem perceptível no Onix, mas ficam mais evidentes na motorização 1.4. Com ela, o compacto ganha velocidade rapidamente, tem retomadas razoáveis e, em condução normal, não exige muitas trocas de marcha. Para arrancar um comportamento mais esportivo, porém é preciso trabalhar um pouco mais e rodar em giros mais altos – mas nem aí o ruído do motor incomoda quem está no habitáculo. Com a motorização 1.0, o Onix passa a ser em mais pacato e sempre acusa o golpe de enfrentar um aclive ou de ser preciso uma retomada para uma ultrapassagem, por exemplo.

Ficha técnica
Chevrolet Onix
Motor 1.0: 
Flex, dianteiro, transversal, 999 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Potência máxima: 80 e 78 cv a 6.400 rpm com etanol e gasolina.
Torque máximo: 9,8 e 9,5 kgfm a 5.200 rpm com etanol e gasolina.
Aceleração de 0 a 100 km/h: 13,3 e 13,7 segundos com etanol e gasolina.
Velocidade máxima: 167 e 162 km/h com etanol e gasolina.
Diâmetro e curso: 71,1 mm X 62,9 mm. Taxa de compressão: 12,6:1.
Pneus: 175/70 R14 (LS) e 185/70 R14 (LT).
Peso: 1.012 kg.
Motor 1.4:
Flex, dianteiro, transversal, 1.389 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Potência máxima: 106 e 98 cv a 6 mil rpm com etanol e gasolina.
Torque máximo: 13,9 e 12,9 kgfm a 4.800 rpm com etanol e gasolina.
Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,0 e 10,6 segundos com etanol e gasolina.
Velocidade máxima: 180 km/h com etanol e gasolina.
Diâmetro e curso: 77,6 mm X 73,4 mm. Taxa de compressão: 12,4:1.
Pneus: 185/65 R15 (LT e LTZ).
Peso: 1.018 kg.
Transmissão: Câmbio manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais com carga lateral, amortecedores telescópicos e barra estabilizadora. Traseira semi-independente com eixo de torção, molas helicoidais e amortecedores telescópicos hidráulicos.
Freios: Discos na frente e tambor atrás. ABS de série.
Carroceria: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,93 metros de comprimento, 1,70 m de largura, 1,48 m de altura e 2,52 m de distância entre-eixos. Oferece airbag duplo de série.
Capacidade do porta-malas: 280 litros.
Tanque de combustível: 54 litros.
Produção: Gravataí, Rio Grande do Sul.
Itens de série:
Versão LS 1.0: Airbags frontais, freios ABS, ar quente, banco do motorista com ajuste de altura, direção hidráulica.
Preço: R$ 29.990.
Versão LT 1.0 adiciona: Maçanetas externas e capas dos retrovisores na cor do carro, chave canivete, direção com ajuste de altura, travas e vidros elétricos, alarme e protetor de cárter.
LT 1.4 adiciona: Faróis com máscara negra, lanternas escurecidas e adesivos pretos na coluna central.
Opcionais: Ar-condicionado e MyLink.
Preço 1.0: R$ 31.690 e 1.4: R$ 35.290.
Versão LTZ 1.4 adiciona: Rodas de liga leve em 15 polegadas, ar-condicionado, faróis de neblina, MyLink, vidros traseiros e espelhos elétricos e computador de bordo.
Preço: R$ 41.990.